Dicas - Negócios

55 segundos de oportunidades de negócio durante a crise

Apenas um Exemplo de Demanda Não Atendida na Crise Atual

Final de mês e é momento de fechar a contabilidade da grande multinacional. O time de TI se coloca a postos para atacar sem demora eventuais problemas de integração de sistemas. O ERP da empresa recebe informações de subsistemas que alimentam a Contabilidade, de filiais, de parceiros, de unidades geograficamente espalhadas. Como esperado, alguns problemas surgem, seja de comunicação, seja de inconsistência de informação ou mesmo de formatos inesperados pelas interfaces entre os sistemas. O time de TI atua rapidamente buscando resolver os problemas de modo a não impactar a apuração de resultados e o fechamento da contabilidade dentro do prazo exigido pela companhia e pelo mercado.

Crise sanitária. Funcionários de TI são levados a trabalhar de casa, acessando remotamente os sistemas, lado a lado com o pessoal do Financeiro. Com os recursos tecnológicos disponíveis, essa tarefa, feita por todos agora à distância, acaba se completando, mas não dentro do prazo, nem sem alguns problemas adicionais advindos do espalhamento físico das equipes. Alguns dias são acrescidos ao prazo do fechamento, gerando um incômodo na direção da empresa e no mercado que aguardava os resultados do trimestre.

Esse é o cenário em que um procedimento corriqueiro, o fechamento contábil, é afetado no seu prazo e na viabilidade da execução pelo trabalho remoto. Mas há outros que envolvem mais recursos, investimento em dinheiro e pessoal. São os projetos de implementação de sistemas seja de sistemas adicionais, de filiais e unidades remotas ou de suporte a novos negócios. A equipe, ainda sem o traquejo dos times de TI e Financeiro trabalhando há anos no fechamento contábil, tenta sincronizar suas tarefas, o que no período de normalidade já não é trivial. Em tempos de home office, o problema se agrava. A comunicação falha, as tarefas se estendem, os prazos estouram. O investimento inicialmente previsto exige 20, 30% mais recursos, sem que isso recoloque o projeto nos prazos iniciais.

A grande corporação tenta a todo custo manter de pé os projetos em andamento antes da crise. Com o home office e as equipes de TI espalhadas, a eficiência cai significativamente. É o momento de alocar mais recursos para suprir a queda de produtividade. Mas que recursos?

A empresa vai então buscar nas consultorias de TI, também afetadas pelo home office. Nem todas tem o perfil de conhecimento exigido pelos projetos, mas pelo menos ajudam a reduzir atrasos e sobrepreço nos projetos.

Esse é o cenário dos projetos de TI atualmente.

Se sua empresa de tecnologia é capaz de atender a essa demanda emergencial, seu time técnico tem a expertise requerida e suas taxas são competitivas, esse é o momento de crescer. O momento de aproveitar uma nova demanda. O momento de penetrar um novo mercado. Se esse mercado é externo e seu time pode trabalhar também remoto, sua oferta será muito bem-vinda, aproveitando as taxas horárias depreciadas pela desvalorização recente do real frente às moedas fortes.

Uma crise como a que estamos vivendo pode ser o pontapé inicial de uma nova relação comercial: sua empresa com novos clientes em desesperada busca para não atrasar ou estancar projetos de custo e prazo apertados.

Esse é o seu momento. Saiba aproveitá-la para aumentar seus negócios. Para repor no exterior os clientes domésticos perdidos durante a crise. Para ampliar negócios. Para iniciar sua operação num mercado vigoroso, mas temporariamente afetado pelo home office resultante do isolamento imposto pela crise sanitária.

Nós do HUB55 estamos aqui para ajudar nossos membros a identificar empresas no exterior em busca de recursos especializados, que estejam disponíveis de imediato e tenham custo competitivo. E serviços de TI são apenas um dos inúmeros exemplos que a crise sanitária, e a consequente crise de mão-de-obra, evidenciam como novas oportunidades de negócios no exterior.

Mauricio Costa é engenheiro da POLI com mestrado em Gestão de tecnologia pelo MIT. Tem 35 anos de experiência em implantação de sistemas integrados em grandes corporações como Siemens, Novartis, Bombril, Clorox, Bertin, Pirelli e nessas empresas perdeu muitas noites liderando equipes de TI para completar o fechamento contábil dentro do prazo.