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Ambiente multicultural e foco em liderança fazem a diferença em Yale

No ambiente corporativo, uma equipe pode ser formada pelos melhores talentos, mas será ineficaz se não contar com um líder que saiba criar um ambiente no qual as pessoas possam contribuir com ideias e dedicar-se ao máximo às suas tarefas. Mostrar como se tornar esse líder foi a grande contribuição que a School of Management (SOM) da Universidade de Yale deu ao ex-aluno Bruno Passos Spínola Ribeiro, que cursou o MBA com foco em Finanças Corporativas entre 2012 e 2014.

Atualmente com 35 anos, Ribeiro é executivo de Tesouraria na sede global do Grupo Heineken, em Amsterdã (Holanda).  Ele conta que a experiência de ter cursado um MBA em Yale foi crucial para sua carreira. “Eles realmente cumprem o lema de ‘educar líderes para os negócios e para a sociedade’. Ao mesmo tempo em que cresci muito como profissional de finanças, tive nessa educação para a liderança algo que gerou, depois, resultados na minha vida profissional”, afirma. Ele acrescenta que, ao lado das atividades acadêmicas desenvolvidas em Yale, o próprio ambiente da instituição foi bastante importante para sua formação. “Trata-se de um ambiente multicultural, no qual seus colegas e os professores vêm de diferentes backgrounds. Foi um aprendizado incrível.”

A exposição a pessoas e pontos de vista diferentes torna Yale um lugar mais receptivo à troca de ideias. “Nos Estados Unidos, a região acima de Nova York se caracteriza por ser mais liberal, progressista. Esse traço acaba acentuado nas universidades da Ivy League: você encontra pessoas interessantes, inteligentes e de cabeça aberta. No Brasil você pode ter cursos excelentes em universidades de primeira linha, mas não terá esse ambiente”, analisa.

Além disso, o forte comprometimento da SOM com a formação de líderes contribuiu para o crescimento profissional de Ribeiro. “O tema de formação de lideranças esteve presente do primeiro ao último dia em Yale. Primeiro por meio de aulas teóricas, depois com o acompanhamento de um coach no momento de colocar em prática o que foi aprendido. Foi sensacional”, avalia.

Gestão de equipes

A temporada em Yale impactou a carreira de Ribeiro desde que concluiu o curso. “A primeira posição que assumi quando voltei para o Brasil permitiu que eu gerenciasse uma equipe na [siderúrgica] Gerdau. Pude então colocar em prática o que aprendi, e constatar o impacto que esse aprendizado teve em minha vida profissional.” Ele conta que foi recrutado pela Heineken em 2017, quando ainda morava no Brasil – e isso sem nunca ter trabalhado para o grupo.

Atualmente, o executivo é tesoureiro do grupo para os países do continente americano. “Tenho dúvidas se teria acesso a esse tipo de posição em uma grande multinacional se não fosse pelo curso que fiz em Yale. Quando você olha a sede de uma empresa global como a Heineken, vê profissionais com as mais diferentes origens. Na Tesouraria Global somos 19 pessoas de 11 nacionalidades diferentes. A experiência em Yale também foi essencial para minha rápida adaptação aqui”, pondera.

Para Ribeiro, não é possível destacar um único elemento de sua experiência em Yale que tenha sido mais importante. “É uma combinação de fatores. Antes do curso, não tinha ideia do quanto eu não sabia sobre liderança. Foi incrível a capacidade daquele lugar de me proporcionar a percepção do quanto ainda precisava aprender, sempre me dedicando para estar em minha melhor forma – ou, como dizem em Yale, em my best self. Quando você sai de lá, sai como um líder diferente”, diz.

Um outro ponto destacado pelo executivo é a proximidade da SOM com a Universidade como um todo. “Ela é extremamente integrada à universidade, o que é muito positivo”, afirma. Em maio deste ano, Ribeiro voltou ao campus da escola para a reunião de cinco anos de sua turma – e conta que foi uma experiência inesquecível. “O lugar é mágico. Só de estar lá você já sente uma energia diferente.”