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Chegou a hora do Brasil, finalmente?

A mudança política do Brasil neste início de 2019 serviu para recuperar o otimismo da economia, e fez também com que os olhares das grandes empresas e principais economias voltassem novamente para o país. Especialistas especulam e acreditam na recuperação da atratividade para o mundo empreendedor, retomando a imagem brasileira como uma das maiores potências econômicas da América Latina e do Mundo.

Um sinal desse movimento é o grau de divergência entre as projeções dos economistas, que neste início de ano tem a menor taxa desde 2007. Os números dessa divergência apresentam uma diminuição da distância entre as estimativas mais otimistas com as mais pessimistas de variação do PIB. Diferença que recuou de quase 3% para 1,7%, entre dezembro de 2018 e janeiro deste ano, segundo dados da pesquisa Focus, do Banco Central do Brasil.

Segundo os economistas, essa maior convergência sinaliza um cenário mais confiante e com maior previsibilidade após anos de incerteza. O que facilita e muito o planejamento para os empresário, estimulando um aumento significativo de novos investimentos, tanto de empresas brasileiras como de investidores e empresas de fora do país.

Essa nova perspectiva coloca o Brasil com significativa melhora no clima econômico, liderando o crescimento da América Latina, segundo dados informados pela Fundação Getúlio Vargas. O indicador do clima econômico do Brasil avançou de 33,9 pontos negativos, em outubro de 2018, para 3,6 pontos positivos, em janeiro de 2019. Recuperação dada principalmente pelo aumento do indicador de expectativas. Uma melhora que inverteu o cenário dos últimos anos, colocando os números da América Latina à frente do índice global.

Maurício Costa, Diretor de atualização tecnológica do HUB55, afirma que o contato com empresários americanos já apresenta um crescimento no interesse pelo Brasil, com constantes questionamentos sobre nossa impressão a respeito da provável recuperação econômica. E complementa: “Nossa experiência em representar na América Latina as empresas americanas (Openlink, Triple Point) e canadenses (Civis, Sponsorium) nos últimos dez anos mostra que a partir de 2015 houve sensível retrocesso nos investimentos das empresas de TI, que as perspectivas mostram ceder com o advento do novo governo e a promessa das reformas previdenciária e fiscal.”

Esse olhar positivo para o atual momento do mercado brasileiro se dá também pelo seu potencial de amplitude e diversidade, o que coloca o país como a 9ª economia do mundo. O mercado de TI por exemplo, no qual o Brasil é o 5º maior, tem expectativa de crescimento de 10,5% em 2019. A previsão apresentada pela IDC, empresa de inteligência de mercado da área, anima empresários do setor e abre possibilidades para novos negócios se desenvolverem.

Maurício Costa ainda afirma: “Estando entre os maiores mercados de TI do mundo, mesmo mostrando nesses anos crescimento inferior ao restante dos países, é inevitável que agora sejam atraídos novamente os principais players do setor para o Brasil. E como efeito colateral, também para os demais países da América Latina.”

Outro mercado que merece destaque e traz otimismo é o aeroespacial, o qual o Brasil possui uma das maiores empresas, a Embraer. Segundo levantamento publicado pelo The Financial Times, a cidade brasileira de São José dos Campos é colocada como o principal polo estratégico do setor, a frente de cidades do Canadá e dos Estados Unidos.

As mudanças destes cenários se mostram realmente animadoras para quem empreende dentro do país, fomentando parcerias nacionais e internacionais, conexões e estimulando o desenvolvimento do nosso ecossistema de inovação. Portanto, se formos levar em consideração esse momento, o Brasil ressurge sim como um mercado em potencial para as empresas investirem, se desenvolverem e desbravarem novos negócios. Essas situações levam a crer que a hora do Brasil se recuperar pode sim, finalmente, ter chegado.