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EUA: um outro país, que os brasileiros não conhecem

Como uma cidade pequena, mas dinâmica, adiciona uma nova percepção desse país enorme.

 

Imagine-se nas calçadas de uma grande avenida de Manhattan, tentando se comunicar com um apressado executivo engravatado. Ou nas ruas do centro de Miami ou Orlando. Ou ainda em Los Angeles, San Francisco ou Las Vegas. Em algumas dessas enormes cidades, você nem encontra um executivo. Se conseguir, não terá sua atenção. Por que ir para esses locais? Porque são os destinos típicos que tornaram conhecidos, para o brasileiro típico, os Estados Unidos da América.

Posso mesmo dizer que essas grandes cidades representam o país americano para a maioria dos brasileiros.

O que eles não sabem é que há outro EUA. Um país bom para os negócios, bom para as relações, bom para morar e até para ter a atenção de um apressado executivo, se você quiser. New Haven, cidade no estado de Connecticut, representa bem esse EUA amigável. É um lugar pequeno, a hora e meia de Nova Iorque e a duas horas de Boston, enormes centros econômicos. É uma cidade provinciana, dentro do estado mais rico dos EUA, e no meio de uma região de milhas de raio onde se concentra 1/3 do PIB americano. New Haven é simpática. Lá você conhece as pessoas facilmente. Elas lhe dão atenção, ajudam nos problemas mais básicos e se apresentam até na calçada, de bom grado, se você pedir. É a cidade onde você pode ter sua casa a menos de um quilômetro de seu escritório no centro, viabilizando seu deslocamento até por bicicleta (exceto no inverno!). É a cidade pequena com recursos de metrópole e potência econômica.

Esse EUA que poucos conhecem permite construir seu negócio e ser parte, de verdade, de uma comunidade. As associações locais apoiam, os órgãos governamentais ajudam, as empresas se prontificam a fazer parcerias, as pessoas se aproximam. Há um clima de colaboração evidente, de boa vontade clara, de amizade potencial. Coisa de cidade pequena. Mas sem perder a proeminência econômica, cultural e social.

Só nas últimas duas semanas tive chance de participar de reuniões com oficiais do governo local e estadual, bem como fundadores e executivos de empresas. Estive com o oficial responsável pelo Desenvolvimento Econômico do estado na capital Harford, distante meia hora de trem. Encontrei com o professor-chefe da cadeira de Data Science na universidade Yale e com o coordenador dos cursos de MBA da Universidade de Connecticut.

Numa noite pude assistir a um concerto de orquestra num dos inúmeros teatros da cidade. Em outra, nas redondezas, ver um musical padrão Broadway – a 100 km da Broadway!

Fui também convidado a participar de um café da manhã com representantes comerciais e industriais locais, onde conheci inúmeras pessoas interessantes e prontas para discutir negócios. E, por último, um dia antes do meu voo de volta ao Brasil, fui a um jantar de premiação anual dos melhores empreendedores da região. Novamente me vi cercado de pessoas com as quais imagino que meu relacionamento só irá intensificar-se com o tempo.

Graças a essa cultura de colaboração e de boas-vindas permanentes, encerrei a visita satisfeito e certo de ter ampliado o que os americanos chamam de networking. Seja para o relacionamento pessoal, seja para encontros de negócios, as pessoas naturalmente lhe inserem na comunidade. A cidade de New Haven é os outros Estados Unidos da América que, acredito, todos brasileiros deveriam experimentar e considerar como uma nova frente profissional ou como fonte para novas soluções e tecnologias. Neste sentido, podem inclusive contar com meu apoio especializado, concretizado em minha atuação junto ao Hub55, como sócio e diretor de atualização tecnológica. Temos várias histórias, de empresas de vários portes, que através do HUB55 construíram seu caminho de internacionalização. Contando com a experiência de nossa equipe no mercado e ampla rede de contatos, potencializamos o processo de expansão das empresas em novos mercados! Assim, criamos novas e grandes trajetórias para pessoas e suas organizações.