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Programas do Hub55 visam apoiar parques tecnológicos e incubadoras no processo de internacionalização

Hub55 apoia parques tecnológicos e incubadoras na internacionalização

Não apenas grandes empresas buscam o caminho da internacionalização, startups pequenas e médias também têm rompido as barreiras geográficas em busca de novos mercados e inovações tecnológicas. Como o risco é grande, parques tecnológicos e incubadoras se organizam para apoiar as empresas no processo de expansão internacional, e iniciativas como o Hub55 surgem para complementar os serviços – com escritório próprio e suporte administrativo nos Estados Unidos, além de networking, subsídios e estrutura operacional para o processo de internacionalização.

De fato, programas formais de internacionalização se mostraram eficazes na internacionalização das empresas incubadas – apesar dos números ainda serem bastante baixos, conforme artigo “Contribuição das incubadoras tecnológicas na internacionalização das empresas incubadas”, de Raquel Engelman e Edi Madalena. Os pesquisadores reforçam a necessidade de criação de ambientes que aumentem as chances de sucesso de startups no exterior, de forma que possam desenvolver um DNA internacional na sua formação. Engelman e Fracasso recomendam ainda que as incubadoras deem maior ênfase aos aspectos mercado externo e network, pois os mesmos apresentaram relação direta com a internacionalização de empresas.

No Rio Grande do Sul, os principais parques tecnológicos gaúchos se estruturam para fomentar a internacionalização das empresas de seus ecossistemas. Tecnopuc, Tecnosinos e Feevale Techpark assinaram em 2016 um acordo de cooperação destinado à internacionalização cruzada de empresas, cujos alicerces são atrair empresas do exterior e permitir que empreendedores brasileiros e estrangeiros vivenciem ambientes de inovação em países parceiros através de intercâmbio tecnológico.

Para Carlos Martins, executivo da plataforma de internacionalização de empresas Hub55 que discute uma parceria com os parques gaúchos, o ano de 2018 começou com grande agitação no mundo das universidades e dos parques tecnológicos da região metropolitana de Porto Alegre. Em abril foi assinada a Aliança pela Inovação de Porto Alegre. Esta iniciativa foi o primeiro passo para o Pacto pela Inovação, na qual as universidades, junto com um grupo de empresários, contrataram o consultor Josep Piqué, que também é presidente da Associação Internacional de Parques Científicos e Tecnológicos e Áreas de Inovação (IASP). Piqué foi um dos idealizadores do @22, projeto que contribuiu para transformar uma antiga zona industrial de Barcelona em um pólo de inovação.

De forma a complementar as ações desenvolvidas no Brasil pelos parques e incubadoras tecnológicas, o Hub55 – que já conta com escritório, equipe e qualificado network nos EUA – lança programa de STARUP DIVE. O programa de imersão de 3 meses nos Estados Unidos, com 160 horas de atividades, tem como foco acelerar o processo de internacionalização das empresas participantes. A iniciativa conta com o apoio do Departamento de Startups do Braga Nascimento e Zilio Advogados Associados (BNZ), a Nexus – Hub55 de Inovação do Parque Tecnológico de São José dos Campos e a Associação Brasileira de Startups (ABS).